domingo, 9 de outubro de 2011

Malmo

Na quinta-feira, fomos a Malmo. O tempo estava muito mau e nem um mapa tínhamos, pelo que começámos por passear nas ruas e entrar numas lojinhas. Esta em especial tinha de tudo: chocolates, chás, especiarias.. Este era o cantinho cor-de-rosa que me lembrou muito da minha irmã :)
No parque de Malmo - chovia muito e fazia frio. As cores são fachada! Não deu sequer para apreciar bem o parque tal era o temporal.
O Gonçalo escolheu um museu para visitarmos: o museu tecnológico. Tinha a evolução de aviões, carros e outras invenções over the time. Aqui está ele dentro de um submarino!
Ainda dentro do museu.. Interessante,hum?
A caminho do sítio que eu escolhi para visitar passámos pela estação de metro triangular (que é na realidade uma bola), pela Opera e pela Igreja de São João (esta).
Eu escolhi irmos visitar a fábrica dos chocolates, porque dizia que se podia visitar mesmo. Pois, chegámos lá e informaram-nos que o departamento de segurança tinha proibido visitas à fábrica. Limitámo-nos a lavar a vista com os belos chocolates e a provar umas amostras. Comprei um presentinho para o meu Papi.
Ao pé da praça principal há umas esculturas e uma parede cheia de fotografias!
Na praça principal de Malmo, já a sofrer com o intenso vento que se tinha posto.

Malmo também tem muitos canais. Tentámos ir visitar a parte mais costeira mas o vento e o frio era tal que tivemos de voltar para CPH. Foi um dia muito bom mas o tempo não ajudou :) Chegámos a 'casa' e tivemos um óptimo jantar: o meu amigo Curtis de Hong Kong, cozinhou para nós uma sopa chinesa! Minhami.
A Carlsberg é uma marca forte dinamarquesa. Toda a história da mesma levou à criação de um bairro, em que tudo tem como primeiro nome Carlsberg. Os elefantes representam a força da marca. Esta é a entrada para o edifício principal e para a rua (que SOBE!) para a brewery, centro de investigação e visitor's centre.
No museu, podemos aprender sobre toda a história da marca e do passado dos dinamarqueses em beber cerveja. Desde cedo que a bebem em quantidades exurbitantes - tanto que houve a necessidade de colocar um limite de 30litros diários à quantidade que um pode beber. Dentro do museu pode-se também visitar a maior colecção de garrafas de cerveja de sempre (20.400 ao todo), em que podemos encontrar as portuguesas. Por fim, podemos ver as carroças e carros utilizados na distribuição e como era uma antiga fábrica de produção.
Claro que passámos pela loja e tinha as t-shirts mais maravilhosas de sempre. Esta é dedicada ao meu Pai :)
Do outro lado da entrada. Ny Carlsberg significa 'New Carlsberg' - a marca foi criada pelo o Pai, que a nomeou after his son. Mas claro que na família vieram mais gerações, que veio complicar o nome. Não me lembro de muitos pormenores mas o NY foi adicionado para distinguir entre dois tipos de cerveja - Lager e Stout. Enquanto a Carlsberg era criada, a Tuborg acompanhava os seus passos. Estas duas marcas pertencem agora as duas à grande Carlsberg.
O tour termina no bar da Carlsberg, onde cada pessoa tem direito a duas cervejas. Ora bem eu ofereci uma bebida ao Gonçalo e fiquei-me pelo sumo de laranja. O bar dá para a fábrica e há uma placa a dizer qual o tipo de cerveja a ser produzido nesse dia!

Depois da visita ao museu da Carlsberg fomos andar um pouco pela área de Vesterbro. Não é das mais bonitas nem das mais interessantes de CPH, porque costumava ser a área de prostituição e actividades ilícitas. O governo está a tentar converter a área, no entanto, e o Meet PAcking District atrai muita gente pelos seus bares.

sábado, 8 de outubro de 2011

Frederiksberg Slot - Hillerod

O castelo é rodeado por uns jardins lindos. Cada Rei que passou por ele adicionou uma coisa ao mesmo.

Salão das festas, onde todas as visitas eram recebidas.
Há uma sala com arte mais moderna - reconhecem as parecenças neste quadro?
O castelo mais bonito de sempre, com uma vista espectacular. (O castelo foi construído pelo Rei Christian IV mas ardeu em 1800's e o senhor Carlsberg ajudou financeiramente na reconstrução!)

G.

No primeiro dia fizemos CPH a pé - desde casa até ao centro, Amalieborg, mais umas voltas e casa de novo.
Encontrámos uma casa de café amorosa, com bolos apetitosos - ao pé do centro da cidade.
Nos jardins dos Reis, com o Palácio e a Igreja de Mármore por trás.
Almoçámos as nossas sandes no New Haven - típico de dinamarquês.


Enquanto o Gonçalo andou por aqui fizemos tudo e visitámos todos os cantos de Copenhaga. Posso finalmente dizer que sei o que está à minha direita, esquerda, em frente.. O que quiserem. Foi uma semana fantástica, que adoraria repetir! Para além de ver todos os centímetros de Copenhaga, o Gonçalo teve direito a ir a Hillerod (ver o Frederiksberg Slot - e teve mesmo sorte com o tempo que evoluiu de um nublado lindo para um sol radiante) e a Malmo, Suécia.

Passeámos muitos e namorámos ainda mais :) Muito obrigado por esta semana memorável e espero que venham muitas mais. "I'm so glad that she's my little girl; she's so glad, she's telling all the world".

Deliciem-se com as fotografias :)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Meus caros,

Só para dizer que estou viva e que mandarei notícias muito soon. A semana passada foi sempre a correr entre aulas, ginásio e muito estudo (tinha de deixar tudo preparado) e esta semana o meu GON está aqui comigo :)

Espero que esteja tudo bem por Lisboa e pelas vossas várias localizações! Qualquer contacto mais urgente por favor contactem para o telemóvel :)

Um grande beijinho,

M.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A semana passada foi uma correria: uma vez que tinha passado o fim-de-semana em Berlim, tive de fazer todas as leituras muito rapidamente para poder acompanhar as aulas. Passei a minha semana a fazer leituras portanto.. Tentei claro enfiar outros programas pelo meio.. Duas das aulas eram na quarta, deixando-me os outros dias livres para estudar para sexta (que positivo, hein?). Não fiz muito nos primeiros dias da semana.. AH, mas tive os meus try-outs do ténis em que conheci a minha parceira - dinamarquesa e chama-se Julie. Vamos jogar às 8h manhã de qinta-feira. No mesmo dia, tive um jantar com o meu grupo de Berlim mas as meninas cortaram-se, pelo que acabei por ser eu, o Christopher (australiano) e o Patrick (Texas). Eu cozinhei esparguete à bolonhesa! Estava muito bom :)
Depois disto só tive direito a fazer qualquer coisa que não estudar na quinta.. Fui ao cinema ver o 'Crazy Stupid Love', que é muito giro e me lembrou muito de casa. No entanto, há que dizer que os bilhetes de cinema aqui são demasiado caros (85 coroas). Mas foi bom estar com uma parte do meu grupinho e ver um filme girly. É um programa diferente do habitual, porque aqui não há televisão portanto tenho de me entreter como bem me apetecer.. Nesse dia à tarde, depois de todo o meu estudo, também andei a passear aqui pela zona e descobri o Jardim mais lindo do mundo - Frederisk Have - onde prometo levar os queridos que me vierem visitar.

Na sexta-feira tive o meu buddy dinner (que foi adiado desde a semana em que a minha Mamã esteve cá). Eu, o Federico e a Maggie convidámos os nossos buddies para virem cá mas só o meu é que veio.. E acabou por ser um jantar com um buddy e muitos exchange students. O tema era cozinha do nosso próprio país mas só eu e o Federico é que cozinhámos algo típico - eu fiz um peixe branco à minhota (aqui não há bacalhau), que estava delicioso (Avó orgulhe-se de mim!), e o Federico fez a típica pasta italiana. Foi um jantar muito giro porque deu para conviver e o meu buddy é super simpático, e conta-nos imensas coisas sobre a cultura dinamarquesa! :) A seguir ao jantar arrumei tudo e adormeci de imediato, tal era o cansaço da semana.
Sábado foi um dia mais-ou-menos calmo: acordei cedo e fui-me inscrever no ginásio e tive o meu primeiro workout. Depois vim para casa e tive de estudar. E porquê? Pois bem.. quando chegou sexta-feira eu estava mesmo feliz porque tinha muito tempo para fazer todos os meus readings (eu só tenho aulas às quartas e sextas, por enquanto), achava eu. A minha aula de sexta foi mudada para terça (hoje, portanto), pelo que tive de estudar tudo assim muito intensivamente neste curto espaço de tempo. E para adicionar mais trabalho à coisa, o meu grupo de Business Strategy tinha de dar feedback numa apresentção hoje.. Mas CONSEGUI! Fiz todas as leituras e sobrevivi :) E ainda fiz outras coisas pelo meio!

No sábado à noite, depois de todas as leituras, fui com a Elizabeth e a sua melhor amiga Katrina (que estava de visita) até à house-warming party da Pauline - a minha amiga francesa. Foi muito agradável e ela encontrou uma casinha bem engraçada, mesmo ao pé da estação de metro! Não me vim embora tarde porque estava meio adoentada e domingo tinha um programa mais familiar!

No domingo, para não variar, acordei antes do despertador tocar.. Nao houve muito problema porque deu para estudar qualquer coisa antes de me arranjar para ir ter com o Jens e a sua família. Lembram-se dele? É o amigo dinamarquês do meu Pai :) Ele e a sua família convidaram-me para ir almoçar a casa deles e depois ir até Louisiana, para ver o museu de arte moderna. Foi mesmo engraçado! Primeiro de tudo foi um family time (algo que não tenho há coisa de um mês) e depois é sempre diferente presenciar a cultura dinamarquesa :) Apanhei o comboio para Lyngby, onde o Jens me foi buscar. Lyngby e Virum já pertencem aos subúrbios mas são as cidades mais lindas do mundo. Têm casinhas pequeninas como nos filmes - os telhados têm de ser de certo material, não podem ter mais de x andares, estão rodeadas de árvores e outro tipo de vegetação e há lagos e imensos espaços verdes por todo o lado. Quando cheguei a casa deles fiz uma coisa pela qual estava ansiosa: tirei os sapatos. Os dinamarqueses não andam de sapatos dentro de casa.. É pouco higiénico. Depois disso, tive um almoço 'em família' tipicamente dinamarquês: smorebrod. É constituído por fatias de pão com coisas no topo (eu experimentei o peixe cru que eles comem aqui e um patê de porco óptimo!). Depois de almoço dirigimo-nos até Lousiana, para visitar o museu. Lousiana por si não tem nada.. as pessoas vão lá só mesmo para visitar o museu! A história do museu é igualmente interessante: um senhor rico tinha uma casa no meio do campo e adorava arte, pelo que decidiu transformar a casa numa galeria. Com o tempo, sentiu a necessidade de expandir a casa mas não queria estragar toda a vegetação e paisagem que a rodeava, então decidiu construir o museu underground. É mesmo bonito, o museu encontra-se ao pé da costa, com uma grande vista para o mar. A exposição em si era igualmente boa: LIVING. Fala sobre casas diferentes e as diferentes maneiras de viver, como forma de self-expression. Depois da exposição vim para casa :)
O meu dia não ficou por aí, no entanto.. Nessa noite tive a house-warming party das Gregas (do meu grupo de Berlim). Ora bem, demorei uma hora a chegar a casa delas! Jantámos as 22h30 e fiquei lá até às 2h30 da manhã. Quando voltei para casa, estava tanto tanto frio. O 'grupo de Berlim' é um grupo super engraçado porque nos damos super bem e conhecemo-nos todos por acaso: na primeira noite em que estivemos em Berlim fomos todos a um restaurante muito duvidoso e não havia mesas suficientes para todos, então nós acabámos por nos sentar todos juntos.

Depois de uma chegada tão tardia a casa seria de esperar que acordasse tarde na segunda-feira de manhã.. mas não. Acordei cedo e estudei.. E fui ao ginásio! De resto não fiz mais nada na segunda-feira. Dull. Hoje foi mais ou menos a mesma coisa.. Acordei antes do alarme e estudei. Encontrei-me com o meu grupo de Business Strategy e tive a aula. E vim para casa. A maior novidade do dia é que me queimei na mão, enquanto tentava tirar uma coisa do forno. Isto não está nada bonito e dói muito.. Acho que será uma história a contar aos meus filhos: 'esta marca que tenho na mão foi de quando vivi sozinha na Dinamarca'.

Acho que já está aqui uma grande descrição. Certamente alguns de vocês nem conseguiram chegar ao fim de uma só vez portanto aqui vai um grande beijinho do quarto mais acolhedor de Copenhaga! Tenho saudades vossas e espero notícias :)

P.S. Sabem que podem comentar, sim?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Berlin

Na sexta-feira de manhã (mais propriamente às 5h30), estava eu a entrar no autocarro que me levaria até Berlim. A viagem claro que levava 8horas mas estava tudo muito cansado da noite anterior (Nexus). É que eu ainda vim para casa à 1h e dormir uma hora e meia, mas a maior parte das pessoas não chegou a dormir nada e estava com uma enormíssima ressaca (ou se calhar ainda estavam era bêbados). A viagem demorou imenso tempo mas como metia um ferry pelo meio não me custou assim tanto.
Às 14h3o estava em Berlim. Depois de me acomodar ao quarto (que era bastante simpático) e vestir alguma coisa para a 'noite', fui dar um passeio de uma hora e pouco com a Sandra. Era o único tempo que tínhamos livre nesse dia, uma vez que às 16h45 tínhamos de estar à frente do hotel para irmos todos juntos para o restaurante onde íamos jantar às 17h30. Ups. O restaurante era bom mas tinha um ar um pouco sinistro.. a comida era boa mas as doses eram gigantes! Saí de lá a achar que se caísse começa a rebolar, ou que havia o perigo de explodir a cada momento (comi um cheeseburger com queijo de cabra e brownie). Depois de jantar fomos todos juntos para o "sky beach bar", que tinha uma vista fabulosa e um conceito igualmente bom.. uma vez que replicava uma praia num topo do edifício. O problema foi que estava a chover e os donos do sítio não nos queriam dentro da tenda.. Logo, fomo-nos embora à procura duma alternativa. Eventualmente encontrámos uma boa alternativa mas eu já estava demasiado cansada para desfrutar.. Às 12h quis-me ir embora e, juntamente com um grupo de pessoas, descobri o caminho pelas linhas de metro.. Demorámos mais de uma hora. Se estava cansada e com frio no início da saga, no fim estava definitivamente doente.

Sábado de manhã chegou e com ele a tour guiada pela cidade de Berlim. A tour teve a duração de 3horas e o nosso guia era mais que fantástico. Ele sabia tudo.. Explicava-nos tanto a história de cada monumento, como o que as pessoas acham hoje sobre o assunto e as possibilidades futuras. Começámos o passeio na praça de Paris - que, ao contrário do que estão a pensar não é uma homenagem aos franceses. A praça de Paris é onde se localiza a principal porta de entrada da parte west da cidade para a east. Nessa mesma entrada foi erguida uma estátua da 'Victoria', e ao chamar a praça after Paris, os alemães quiseram dar especial ênfase à superioridade que assumem ter sobre os franceses (ou seja, os alemães vencem sempre os franceses). Depois andámos pela rua até à homenagem aos judeus mortos, passámos pelo bunker onde Hitler se matou, juntamente com a sua mulher e o cão. De seguida fomos até à actual sede do governo alemão que, por ironia do destino, era a antiga base de controlo aéreo da força nazi. Passámos por uma parte do muro de Berlim, em direcção ao Checkpoint Charlie (este era considerado o ponto mais perigoso do muro de Berlim, uma vez que era o único local em que os americanos tinham contacto directo com os soviéticos). Seguimos pela cidade até às catedrais e a uma praça que é rodeada por uma universidade, uma igreja, a primeira ópera aberta ao público 'normal' e a biblioteca (local de onde foram queimados milhares de livros pelos nazis como forma de motim). Depois disso dirigimo-nos até à ilha dos museus, onde terminou o tour.
O tour terminou bastante cedo e, como só estaríamos na cidade um dia, eu e os meus amigos decidimos explorar um bocadinho mais. Subimos até ao topo da catedral, de onde se tinha uma vista maravilhosa sobre toda a cidade. Depois decidimos andar pelas ruas, ao pé do canal, e andar até a um local onde o muro ainda está semi-erguido e explica as suas três fases de construção (ao longo do tempo, os soviéticos sentiram a necessidade de ir reforçando o muro para impedir as pessoas de fugir ao regime comunista). Após isso, dirigimo-nos até à parte famosa do muro - onde há imensas pinturas e afins - e acabámos por descobrir um bar muito agradável ao pé do canal, onde foi construída uma praia artificial. A tarde terminou ao pé da praça de Rosen (ou algo do género), perdendo-nos pelas ruas.. À noite fui jantar com o meu pequeno grupinho (australiano, americano do Texas, 2 gregas e eu e a Sandra) e depois fui dar um passeio pela rua mais importante para compras na parte west da cidade.

Domingo foi um dia com uma visita mais curta mas mais intensa: fomos a um campo de concentração (Sachenhausen). Também aqui tivemos direito a uma visita guiada, o que só tornou as coisas mais intensas porque nos foram contadas histórias verídicas que tornavam tudo mais real e violento. Este campo de concentração tem a forma de triângulo e não era um local onde se matavam as pessoas através de câmaras de gás. Aqui, as pessoas eram mortas pelos trabalhos extremos a que eram submetidas e poderiam ser enviadas para outros campos de concentração para serem mortas. Os prisioneiros chegavam ao campo e ficavam à porta, onde lhes rasgavam as roupas e cortavam todos os pêlos e cabelos. Qualquer pessoa que tivesse alguma anomalia era espancada e não chegava a entrar no campo de concentração. Era-lhes entregue o famoso pijama às riscas, que para além de um número tinha um triângulo com uma cor que indicava a razão pela qual estavam presos. A cor mais comum era o encarnado - para preso político -, uma vez que não se deixava à vista o triângulo amarelo - para judeu. Dentro do campo, as pessoas eram designadas para os trabalhos mais macabros e viviam em condições muito extremas. Tinham tempo mínimo para se lavarem e usarem as casas-de-banho, e se alguém caía no meio da confusão não poderia ser ajudada, podendo mesmo morrer afogada nos excrementos. O muro era todo ladeado por uma zona que quando pisava dava direito a morte imediata, sendo que os nazis obrigavam pessoas a dirigirem-se a essa zona. Por fim, tenho de referir a "Station Z", que é uma sala construída para matar pessoas. Esta sala foi desenhada por forma a manter os prisioneiros calmos e sem noção daquilo que lhes iria acontecer: passavam um exame médico, esperavam numa sala com música e revistas até passarem a outra sala onde se encontrava um general. Aí eram mortos com um tiro de baixo calibre, encostados contra uma parede dupla, para evitar que os prisioneiros seguintes se apercebessem do que se passava. o corpo era então colocado numa sala traseira, onde seria queimado. Esta estação tinha uma pequena sala de gás, onde o objectivo não era matar em grandes quantidades mas sim testar os vários gases para que pudessem ser usados noutros campos de concentração. O mais chocante deste local é que depois de 1945, ainda esteve em funcionamento até 1950. Não de forma tão brutal, mas provocando mortes entre a população.

A viagem a Berlim enriqueceu-me e aprendi imenso. Tenho imenso interesse em aprender sobre a guerra e o muro de Berlim, e tudo o que essa época envolveu. Um fim-de-semana não foi suficiente, é claro, e por isso espero visitar a cidade com a minha família! Ah, e claro que no meio de tanta visita comi a típica bola de Berlim e tão boooa que estava!

Um grande beijinho e sintam-se à vontade para comentar xx